“A terceira via, a via alternativa, é o Ciro”, afirma André Figueiredo

Dep. federal André Figueiredo | Foto: Arquivo

O deputado federal e presidente estadual do PDT, André Figueiredo, cedeu entrevista ao âncora do Siará Notícias, Eduardo Callegary, nesta sexta-feira (20) para falar sobre as eleições de 2022. O pedetista acredita que Ciro Gomes é o pré-candidato mais preparado para ocupar a cadeira de presidente da República.

O parlamentar, que é pré-candidato à reeleição como deputado federal, comenta sobre a polarização política nas eleições deste ano e faz críticas ao atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).

“Essa polarização é péssima! Foi o que gerou o Bolsonaro, foi esse anti-petismo. Ele (Bolsonaro) foi um péssimo parlamentar durante 28 anos. Não tem nenhum projeto do Bolsonaro aprovado na Câmara”, disse.

“De repente um deputado do baixíssimo clero vira presidente da República porque levou uma facada, digamos assim, e que foi muito benéfica para ele porque não precisou ir para um debate. Porque se ele fosse para algum debate, ele teria sido digerido pelo Ciro porque ele não tem fundamentação para debater”, disparou.

O político comentou sobre a chamada terceira via e declarou que a melhor alternativa é o Ciro.

André Figueiredo conta a importância do fundo partidário e de sua transparência. Ele cita o exemplo do partido Novo, que não usa o dinheiro público para as campanhas e afirma que os integrantes são empresários.

“Existe um partido político, por exemplo, que é o Novo, que é contra o financiamento público, mas é porque, cada integrante dele é representante de banco, é representante de um capital financeiro, então é muito fácil”, declara.

Sobre a privatização da Eletrobrás, o deputado afirma que “o Brasil ainda vai ver o prejuízo que essa privatização vai causar”, ele ainda cita o exemplo da empresa de distribuição de energia.

“A Enel é um absurdo! É uma empresa que não tem nenhum respeito pelo consumidor cearense. Esse aumento de 25% é abusivo, é nojento, é fraudulento”, declarou.

Questionado sobre os últimos aumentos da Petrobras, Figueiredo afirma que o governo federal poderia intervir mais.

“Você tendo um presidente que não seja comandado pelas forças do mercado, mas seja comandado pelo povo brasileiro, você tem condições sim, de intervir, até pela maioria da capital votante e não seguir mais essas regras de paridade internacional”, afirmou.

“A gente precisa sim, de um presidente, que possa rever toda essa política de preços e consequentemente o Brasil não ficar a mercê de quem manda no mundo, que é o sistema financeiro”, completa. 

André Figueiredo é advogado, economista e deputado federal pelo PDT desde 2005 e vice-presidente do PDT nacional. O pedetista também foi ministro das Comunicações e secretário de esporte e juventude.