Bolsonaro faz declarações polêmicas na ONU

O presidente Jair Bolsonaro abriu nesta terça-feira (22) a Assembleia Geral da ONU com declarações polêmicas.
Criticado pelo desmatamento e pelos incêndios que o Brasil vem enfrentando, Bolsonaro disse que o país é alvo de uma campanha de desinformação.

“Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios acontecem praticamente, nos mesmos lugares, no entorno leste da Floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas”, disse Bolsonaro.

Desde o início do ano, foram identificados 71.673 incêndios na Amazônia, 12% a mais que no mesmo período do ano passado.
Bolsonaro disse que a campanha de desinformação é ‘escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil’.

O discurso virtual foi pré-gravado em razão da pandemia de coronavírus.
Bolsonaro destacou a produção agrícola do Brasil, destacando que o país preserva 66% da vegetação nativa e usa apenas 27% do nosso território para a pecuária e agricultura.

“O Brasil desponta como o maior produtor mundial de alimentos. E, por isso, há tanto interesse em propagar desinformação sobre o nosso meio ambiente”, disse o presidente brasileiro.

O presidente ainda falou sobre a pandemia do novo coronavírus.

“Como aconteceu em grande parte do mundo, parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população. Sob o lema ‘fique em casa’ e ‘a economia a gente vê depois’, quase trouxeram o caos social ao país”, disse Jair Bolsonaro.

O Brasil é o terceiro país com mais casos no mundo e já ultrapassou 137 mil mortes causadas pela Covid-19.

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Foto: AFP