Nações Unidas (Estados Unidos) (AFP) – O Conselho de Segurança da ONU exigiu nesta sexta-feira (14) em uma declaração adotada por unanimidade “a libertação imediata do navio” emiradense capturado no início de janeiro pelos rebeldes huthis na costa do Iêmen, segundo fontes diplomáticas.Redigida pelo Reino Unido sob pressão dos Emirados Árabes Unidos, membro não permanente do Conselho de Segurança desde 1º de janeiro, a declaração obtida pela AFP “condena” a captura do navio “Rwabee”, na costa do porto de Hodeida, no oeste desse país desvastado pela guerra.Os 15 membros do Conselho pedem “todas as partes para resolverem rapidamente” o assunto e destacam “a importância da liberdade de navegação no golfo de Aden e no mar Vermelho, conforme o direito internacional”, diz a declaração.O Conselho pede a “todas as partes para desativar a situação no Iêmen e cooperar de forma construtiva com o enviado especial das Nações Unidas para retomar as negociações políticas inclusivas”, diz também o texto.Após a captura do navio, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos denunciaram um ato de “pirataria” contra um navio civil. Esses dois países intervêm militarmente no Iêmen desde 2015 para apoiar as forças pró-governo contra os huthis, insurgentes próximos ao Irã.Os huthis afirmaram que se trata de um navio que transporta “material militar”, enquanto os sauditas mencionam que contêm equipamentos destinados à construção de um hospital no arquipélago iemenita de Socotra, controlado por separatistas do sul do Iêmen próximos aos Emirados.Em uma carta recente à ONU, os Emirados afirmaram que a tripulação do barco possui 11 membros, entre eles sete indianos e também cidadãos da Etiópia, Indonésia, Mianmar e Filipinas.A ONU tenta, sem sucesso, encerrar a guerra no Iêmen, que causou até agora a morte de 377.000 pessoas, em sua grande maioria vítimas das consequências indiretas dos combates, como a fome, doenças e falta de água potável.