Dores articulares em decorrência da dengue e chikungunya podem durar anos; explica especialista

Dores articulares em decorrência da dengue e chikungunya | Foto: Divulgação

O Ceará apresentou no primeiro semestre deste ano, números relevantes sobre as mortes por chikungunya: foram 11 registros e quatro por dengue em 2022, segundo a Secretaria da Saúde estadual (Sesa). A quantidade de casos em Fortaleza também deve ser vista com atenção. De acordo com a Superintendência Regional de Saúde (SRS) da capital, foram 19.003 casos notificados.

As duas enfermidades que são causadas pelo mosquito Aedes Aegypti, podem gerar sérias sequelas como fortes dores nas articulações. “Muitas pessoas podem desenvolver um quadro pós-agudo e dores crônicas nas juntas. O problema pode perdurar por meses ou anos, impossibilitando o paciente de fazer algumas atividades que realizava anterior”, explica o ortopedista Eduardo Vasconcelos.

As enfermidades podem atingir várias articulações e precisam de um acompanhamento médico para evitar a progressão do quadro. “Este inclusive é um sintoma frequente que percebemos nos pacientes. O ideal é procurar um especialista. Na fase inicial orientamos o repouso, sem atividade física, e medicamentos sintomáticos pra dor. Entretanto, em alguns casos onde a dor articular se torna crônica, tratamentos específicos podem ser necessários como doses prolongadas de corticoide ou mesmo medicações usadas em doenças reumatológicas para que seja alcançado o controle dessas dores”, destaca o médico Eduardo Vasconcelos.

A melhor forma de prevenir as doenças é eliminar o mosquito Aedes aegypti dos ambientes. A medida essencial para isso é reforçar as ações de combate ao mosquito nas suas casas e na vizinhança.