Funcionários do porto são presos por explosões em Beirute, no Líbano

As investigações sobre as explosões devastadoras da última terça-feira (04), em Beirute, resultaram na prisão de pelo menos 16 funcionários do porto e autoridades alfandegárias.
Um comunicado emitido nesta quinta-feira (06) pela promotoria militar confirmou as detenções, mas sem informas identidades e acusações.
De acordo com o texto, são funcionários ‘do conselho de administração do porto de Beirute, da administração de alfândegas, encarregados de manutenção e operários que realizaram trabalhos no armazém’ onde era guardado o nitrato de amônio.
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Autoridades disseram que 2.700 toneladas do composto químico estavam armazenadas em um depósito há seis anos, sem as devidas medidas de precaução.
Em junho do ano passado (2019), uma investigação foi realizada após queixas sobre mau cheiro proveniente do depósito.
Foi determinado, então, que os ‘materiais perigosos deviam ser transferidos’.
A direção do porto enviou há alguns dias operários para fechar as brechas do armazém.
Segundo fontes de segurança, as obras teriam sido a origem da tragédia.
A explosão de terça-feira no porto da capital do Líbano deixou pelo menos 137 mortos, dezenas de desaparecidos e 5.000 feridos, além de devastar bairros inteiros.

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Foto: AFP