General dos EUA afirma que inteligência pode ter subestimado Ucrânia e superestimado a Rússia

WASHINGTON, DC - MARCH 29: General Tod Wolters, U.S. European Command and NATO's Supreme Allied Commander Europe, testifies before the Senate Armed Services Committee March 29, 2022 in Washington, DC. The committee heard testimony on the posture of United States European Command and United States Transportation Command during the hearing. (Photo by Win McNamee/Getty Images)

O principal general dos Estados Unidos (EUA) na Europa disse nesta terça-feira (29) que “pode ​​haver” uma lacuna na coleta de inteligência dos EUA que fez com que o governo americano “superestimasse” a capacidade da Rússia e subestimassem as defesas da Ucrânia antes da invasão.

Quando a Rússia iniciou sua invasão na Ucrânia no dia 24 de fevereiro, a inteligência dos EUA fez uma avaliação que o ataque em todo o país poderia levar Kiev a cair em poucos dias. No entanto, as tropas da Rússia não conseguiram tomar a cidade em mais de um mês de guerra com problemas logísticos, suprimentos, atendimentos médicos e contra-ataques por parte da Ucrânia.

O chefe do Comando Europeu dos EUA, general Tod Wolters, foi questionado pelo senador Roger Wicker, um republicano do estado do Mississippi, se havia uma lacuna de inteligência que levou os EUA a superestimar a força da Rússia e subestimar as defesas da Ucrânia.

“Pode haver”, respondeu o general. “Como sempre fizemos no passado, quando esta crise terminar, realizaremos uma revisão abrangente após a ação em todos os domínios e em todos os departamentos e descobriremos onde estavam nossas áreas fracas e garantiremos que podemos encontrar maneiras de melhorar, e esta pode ser uma dessas áreas.”

Apesar da inteligência dos EUA ter acertado que a Rússia planejava invadir a Ucrânia, o que o governo de Biden divulgou agressivamente para chamar a atenção global contra o Kremlin, a organização da inteligência não conseguiu calcular o fraco desempenho das forças armadas russas.

Assim que a guerra iniciou, oficiais dos EUA se ofereceram para ajudar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para deixar o país enquanto as tropas russas avançavam em direção a Kiev, com medo que ele fosse morto. Zelensky recusou e pediu armas para ajudar a Ucrânia a se defender.

Aliados dos EUA e da Otan continuam com ajudas para reabastecer as forças armadas da Ucrânia com armamento, incluindo mísseis antitanque Javelin e mísseis antiaéreos Stinger que foram usados ​​contra as forças russas.