Governo suspende temporariamente contrato com a Covaxin

A medida foi divulgado pelo Ministro da Saúde, por recomendação da CGU.

Marcelo Queiroga, atual Ministro da Saúde, informou nesta terça-feira (29) a suspensão temporária do contrato de compra da vacina indiana Covaxin. Em nota, a pasta justificou a decisão, dizendo que a medida foi uma recomendação da Controladoria Geral da União (CGU).

Segundo Queiroga, a CGU não encontrou irregularidades no contrato, mas o ministério decidiu suspender “por compliance para uma análise mais aprofundada do órgão de controle”.

Em entrevista dada em Brasília o Ministro afirmou, “Em relação ao contrato da vacina Covaxin, que tem sido motivo de discussões, eu tenho trabalhado em parceria com o ministro da CGU, esse assunto foi discutido, e por orientação dela, por uma questão de conveniência e oportunidade, decidimos suspender o contrato para que análises mais aprofundadas sejam feitas”.

O governo federal negociou a compra de 20 milhões de doses de imunidade indiano.

No dia 16 de junho a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a importação da Covaxin e Sputnik V em caráter excepcional, mas com restrições.

Em nota, o Ministério ainda ressaltou que o governo federal “não pagou nenhum centavo pela vacina Covaxin” e que a medida “não compromete o ritmo da campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil, já que não há aprovação da Anvisa para uso emergencial nem definitivo do imunizante”.