Guatemala define plano preventivo ante nova caravana de migrantes hondurenhos

Cidade da Guatemala (AFP) – As autoridades da Guatemala definiram nesta quinta-feira (6) um plano preventivo e de atenção à formação de uma eventual caravana maciça de migrantes hondurenhos que vai tentar chegar a pé aos Estados Unidos, informou uma fonte oficial.”A fim de atender de forma integral e coordenada à possível movimentação maciça de pessoas que estaria se formando no próximo 15 de janeiro a partir de Honduras”, foi estabelecido um “protocolo de atuação”, disse a jornalistas o diretor-geral do Instituto Guatemalteco de Migração, Stuard Rodríguez.Dentro do protocolo, estabelece-se a instalação de postos de controle na rota migratória para identificar as pessoas que entram de forma ilegal e sem preencher os requisitos estabelecidos pelo Ministério da Saúde guatemalteco.Rodríguez esclareceu que a Guatemala é “favorável às migrações ordenadas e seguras, sem expor os grupos vulneráveis”, após concluir uma reunião multissetorial da qual participaram cerca de 15 instituições estatais, assim como a vice-presidência e o ministério das Relações Exteriores.Também participaram o Ministério da Saúde, a Secretaria de Bem-estar Social da Presidência, Polícia Nacional Civil, o Ministério da Defesa e o Ministério Público, entre outros.Além disso, contou com a participação de organismos membros das Nações Unidas (OIM, Acnur e Unicef), Organizações Não Governamentais e delegados das embaixadas de Estados Unidos, Honduras e México.A suposta formação da caravana foi divulgada por Itsmania Platero, defensora dos Direitos Humanos de Honduras.Segundo ela, a mobilização seria integrada por 2.500 pessoas que tentariam transitar pela Guatemala e depois entrar no México, com o objetivo de chegar aos Estados Unidos.No entanto, o Instituto Nacional de Migração de Honduras informou que a mobilização seria formada por apenas 60 pessoas, aproximadamente, detalhou a instituição em um comunicado.”Estamos preparados na Guatemala para evitar a ocorrência de movimentos maciços irregulares, priorizando agora a saúde dos guatemaltecos” diante da propagação dos contágios do coronavírus, acrescentou Rodríguez.Em janeiro do ano passado, uma caravana formada por cerca de 7.000 migrantes hondurenhos foi dispersa pelas forças de segurança da Guatemala perto da fronteira entre os dois países com bombas de gás lacrimogêneo.Nos últimos anos, migrantes ilegais, a maioria centro-americanos, tentam percorrer o México em caravanas multitudinárias para se proteger tanto das autoridades quanto do assédio de criminosos.O avanço das caravanas rumo à fronteira norte causaram tensões com os Estados Unidos, sobretudo durante a administração do ex-presidente Donald Trump.