Magnata da comunicação de Hong Kong é preso

O magnata da comunicação Jimmy Lai foi detido nesta segunda-feira (10) e o grupo de imprensa controlado por ele em Hong Kong foi alvo de uma operação de busca e apreensão com base na polêmica lei de segurança, mais um passo na crescente influência de Pequim na ex-colônia britânica.
Em um comunicado, a polícia anunciou sete detenções por suspeitas de conluio com forças estrangeiras, uma das novas proibições citadas na lei de segurança nacional.

Críticas ao governo

O magnata é dono de duas publicações abertamente pró-democracia e críticas ao governo de Pequim, o jornal Apple Daily e a revista Next Magazine.
No fim da manhã desta segunda-feira (10), quase 200 policiais compareceram à sede do grupo de comunicação.
Assim também, consideradas por muitos uma resposta de Pequim aos meses de manifestações pró-democracia que sacudiram o território semiautônomo em 2019, a legislação concede às autoridades novos poderes para reprimir quatro tipos de delitos contra a segurança do Estado. São elas: subversão, separatismo, terrorismo e conluio com forças estrangeiras.
Além disso, vários ativistas pró-democracia denunciaram que, na prática, a lei acaba com o princípio ‘um país, dois sistemas’, em vigor desde o retorno da ilha à China.
Em 1997, e que, em tese, garantiria até 2047 uma série de liberdades para os cidadãos de Hong Kong que não existem no restante da China.

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Foto: AFP