Motoristas param atividades em decorrência de atraso do salário e passageiros enfrentam atraso de ônibus em terminais de três bairros de Fortaleza

Na manhã desta segunda-feira, 11 de janeiro, motoristas e cobradores de uma empresa de ônibus pararam as atividades e realizaram um ato de protesto em frente à garagem no Bairro Rodolfo Teófilo, no município de Fortaleza. Os veículos não se deslocaram, deixando os passageiros à espera das linhas, que passam pelos terminais da Lagoa, do Papicu e Antônio Bezerra. Aproximadamente às 8 horas, depois de um acordo entre os funcionários e os empresários, os transportes públicos começaram a circular.

A situação ocasionou aglomeração em filas nos terminais, e fez com que muitos trabalhadores esperassem mais de uma hora pelos ônibus. Foi o caso da babá Clara, que chegou ao terminal às 7 horas e só conseguiu pegar o coletivo da linha Via Expresso-Lagoa às 8h30. “Os ônibus demoram muito e ainda estão parando. Está muito difícil. É muita gente para entrar em um ônibus só”, relatou.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) afirma que após o acordo feito entre a empresa e o Sintro, a operação foi normalizada.

“Reforçamos, ainda, que todas as empresas associadas são prestadoras de serviço público e têm décadas de existência, sempre cumprindo pontualmente suas obrigações com os trabalhadores. No entanto, estão enfrentando, com muitos prejuízos, a crise causada pela diminuição da circulação de passageiros devido à pandemia”, conta um trecho da nota.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro), Domingos Neto, os motoristas começaram a parar em torno das 4 horas e teve participação de cerca de 120 trabalhadores da Viação Santa Cecília, que estavam reivindicando o pagamento da quinzena, do vale-refeição e da cesta de alimentação que estava  atrasada.

“A empresa há quatro meses vem sempre atrasando os salários aqui dos trabalhadores. Já fizemos reuniões com a empresa e o que eles passam é que estão sem condições de colocar em dia os vencimentos dos trabalhadores”, argumenta Domingos Neto.

A empresa dispõe de mais de 100 veículos, que operam linhas que passam pelos terminais da Lagoa, do Papicu e do Antônio Bezerra. Entre elas, está a linha Antônio Bezerra-Papicu, que cruza a cidade, segundo Domingos.

Com informações de G1.