Prefeito de Ribeirão Preto cita falta de 10 mil vacinas para profissionais de saúde

O prefeito Duarte Nogueira (PSDB) citou nesta sexta-feira (19), em reunião com o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que Ribeirão Preto (SP) precisa de aproximadamente 10 mil doses para vacinar todos os profissionais de saúde, segundo informações da assessoria de imprensa da administração municipal.

Devido à falta de estoque de imunizantes, ele afirmou, no encontro da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que suspendeu a vacinação desse público em 5 de fevereiro. Na quinta-feira (18), o governo federal confirmou ter vacinado 73% dos trabalhadores da saúde em todo o país.

“Ribeirão Preto, importante polo em saúde, abriga hoje cerca de 32 mil profissionais da saúde, porém, até agora, recebemos 22.040 doses. Ou seja, há um deficit de 10 mil doses para completar esse grupo prioritário”, disse, de acordo com comunicado divulgado pela Prefeitura.

Nogueira foi um dos representantes da região Sudeste a participar da videoconferência com Pazuello durante esta manhã.

Segundo dados atualizados nesta sexta-feira pela Secretaria Municipal de Saúde, Ribeirão Preto já vacinou 30.071 pessoas, dentre elas 6.691 que já receberam a segunda dose.

De acordo com a Prefeitura, ainda há doses para seguir com a vacinação de idosos com 85 anos ou mais.

Mudança de estratégia

Diante de críticas da FNP pela escassez de vacinas e cobranças por prazos para a vacinação, o ministro se reuniu com os prefeitos nesta sexta-feira para discutir detalhes do cronograma de imunização da Covid-19, além de temas como a priorização dos professores na vacinação e repasses para ampliação de leitos de UTI.

Durante a reunião, Pazuello confirmou uma mudança na estratégia de vacinação contra o novo coronavírus para as novas doses da vacina.

Segundo o Ministério da Saúde, a chegada de novas doses e a vacinação vai se acelerar, sem que seja preciso reservar metade dos imunizantes de uma leva para a segunda dose, pois a leva seguinte será suficiente para isso.

Com isso, 4,7 milhões de doses de novas vacinas serão destinadas a 4,7 milhões de brasileiros em vez da metade prevista até então. A justificativa é que a pasta tem garantia de produção.

Os imunizantes, segundo a pasta, começarão a ser distribuídos na próxima semana e serão destinados apenas para a primeira dose.

A nova remessa é composta por 2,7 milhões de doses do Instituto Butantan (Coronavac), produzidas no Brasil, e mais 2 milhões da vacina da AstraZeneca/Oxford, importadas da Índia pelo Governo Federal.

Com informações do portal G1.com