Quadra chuvosa garante segurança hídrica por até dois anos no Ceará

Chuvas deixam reservatórios cheios no Ceará | Foto: Secretaria de Recursos Hídricos/ Divulgação

O Ceará teve chuvas entre fevereiro e maio que garantiram a segurança hídrica nos reservatórios no por até dois anos, de acordo com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh). Segundo o órgão, apenas neste ano, as chuvas durante o período foram responsáveis por uma melhora significativa no volume acumulado dos reservatórios cearenses, que aumentou de 21% para 38%.

Conforme destacou, o secretário da Cogerh, Francisco Teixeira, este salto do armazenamento permitiu ao Ceará ações importantes para beneficiar os cidadãos e o setor produtivo.

Segundo levantamento realizado pelo setor de monitoramento da Cogerh, só em maio de 2022, foram contabilizados 0,71 bilhões de metros cúbicos, valor superior a maio de 2021, quando os números foram de 0,54 bilhões.

Essa recarga de água trouxe conforto, por exemplo, para o microssistema que abastece Fortaleza e região metropolitana. Registrando 100% da capacidade total de armazenamento, os açudes Pacoti, Pacajus, Riachão, Gavião e Aracoiaba dão, hoje, autonomia de água para a região metropolitana de Fortaleza, sem necessidade de transferência das águas do açude Castanhão.

Além das Bacias Metropolitanas, as bacias do Litoral, Acaraú, Coreaú — todas no noroeste do estado — também tiveram alta expressiva. A bacia do Salgado, na porção sul do Ceará, tem atualmente 59% de volume máximo.

O secretário da Cogerh afirmou ainda que a situação hídrica é mais confortável hoje se comparada aos anos anteriores. Desde 2013 o volume total dos açudes cearenses não atingia essa marca.