Paris (AFP) – Mais operações mas menos dinheiro em circulação: o número de transferências no futebol profissional masculino aumentou ligeiramente em 2021 mas o seu valor financeiro está no ponto mais baixo dos últimos cinco anos, no atual contexto de pandemia de covid-19, indica um relatório da Fifa publicado nesta sexta-feira. A Federação Internacional contabilizou cerca de 18.000 movimentos internacionais no ano passado, número próximo do recorde – alcançado em 2019 – e 5,1% superior ao de 2020, ano do surgimento da pandemia. As somas desses movimentos caíram pelo segundo ano consecutivo. O total dos gastos relacionados a eles atingiram cerca de 4,9 bilhões de dólares, “em uma queda de 13,6% em relação a 2020 e 33,8% em relação ao nível recorde de 2019”. “Mesmo que os clubes precisassem renovar seus elencos (…) eles não estavam tão inclinados a pagar taxas de transferência, o que levou o montante total global de transferências em 2021 s atingir seu nível mais baixo em cinco anos”, indicou o “Global Transfer Report”.Como de costume, a grande maioria das mudanças de clube foi feita sem compensação de transferência (87,7%). Ou seja, apenas 12,3% das movimentações de jogadores indicadas pela Fifa (2.230) deram origem a uma movimentação financeira. Nestas transferências de pagamento, o custo médio caiu significativamente em 2021, caindo para 300.000 dólares, valor que lembra os de uma década atrás. As dez maiores transferências sozinhas representam 15% dos valores das transações. A transferência do atacante belga Romelu Lukaku, da Inter de Milão italiana para o Chelsea da Inglaterra por 115 milhões de euros (131 milhões de dólares) segundo a imprensa, foi a mais cara registrada em 2021 pela Fifa (que não confirma nenhum valor nesse caso), antes da transferência do inglês Jadon Sancho (do Borussia Dortmund para o Manchester United) e do marroquino Achraf Hakimi (da Inter de Milão para o Paris Saint-Germain).