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A cheia do Rio Acre já prejudica ao menos 13.700 pessoas em Rio Branco (AC). O transbordamento do rio, já é o segundo registrado este mês e atingiu pelo menos 2.900 residências de 24 bairros da capital, intensificando a crise sanitária em razão da pandemia do Covid-19 e o surto de dengue que a cidade já estava enfrentando.

Na noite de ontem, 16 de fevereiro, o prefeito Tião Bocalom decretou situação de emergência.

O decreto permite ao Poder Público acelerar a aquisição de produtos e serviços necessários ao atendimento às populações afetadas, permitindo à prefeitura contratar serviços temporários e efetuar compras consideradas essenciais sem precisar de licitação. Além disso, o reconhecimento da gravidade da situação possibilita aos gestores municipais solicitar recursos emergenciais aos governos estaduais e federal para ações de assistência e de restabelecimento e manutenção de serviços essenciais.

Até a noite desta terça-feira, 24 bairros de Rio Branco já haviam sido afetados pela cheia do rio. De acordo com Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil, ao menos 2.740 residências foram atingidas.

“É uma situação grave que justifica a decretação de situação de emergência pela inundação do Rio Acre”, diz.

A prefeitura montou uma espécie de “módulos habitacionais” provisórios dentro do Parque de Exposições Wildy Viana, que auxiliará algumas famílias que estão desabrigadas.

Conforme o Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Acre, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), no fim da tarde de ontem o nível do Rio Acre atingiu 1,74 metros acima da cota de transbordamento do curso d´água, que é de 14 metros, o alerta de risco de transbordamento é disparado quando a água chega a 13,50 metros.

O boletim da CPRM aponta para uma redução gradual do volume d´água no Rio Acre a partir de hoje, 17.

Também Gladson Cameli, governador do Acre, declarou situação de emergência em áreas afetadas por inundações e enxurradas em Rio Branco e em mais nove cidades acrianas (Cruzeiro do Sul; Feijó; Jordão; Mâncio Lima; Porto Walter; Rodrigues Alves; Santa Rosa do Purus; Sena Madureira e Tarauacá).

Através do decreto, o governo estadual elaborou um gabinete de crise para integrar os esforços de diversas secretarias e órgãos de governo para auxiliar não só às pessoas prejudicadas pelas enchentes e enxurradas, mas também pela covid-19 e pela dengue.

VEJA: Rio Acre transborda e famílias ficam desabrigadas em Rio Branco