Suíça condena Rússia e adota todas as sanções da União Europeia

Suiça - Presidente da Confederação Helvética, Ignazio Cassis | Foto: Reprodução

Após ser cobrada pelos Estados Unidos e pela União Europeia para adotar sanções contra a Rússia por causa da invasão à Ucrânia, a Suíça resolveu se aliar aos países do ocidente e adotar as medidas que foram impostas. 

O anúncio foi realizado pelo presidente da Confederação Helvética, Ignazio Cassis. “Trata-se de um grande passo para a Suíça“, declarou Cassis à imprensa. 

Dentre as medidas que foram adotadas incluem o congelamento de fundos do presidente russo Vladimir Putin.

A Suíça é conhecida por ser neutra em relação aos conflitos que estão acontecendo. Contudo, depois de forte pressão dos Estados Unidos e da União Europeia, alegando que as autoridades suíças estão hesitantes quanto à aplicação de sanções, eles resolveram se posicionar. 

Segundo Cassis, essa decisão foi tomada “com convicção, de uma forma reflexiva e inequívoca”. Após a divulgação da participação nas sanções da União Europeia contra a Rússia, o ministro de finanças, Ueli Maurer, ressaltou que o bloqueio dos ativos de pessoas incluídas na lista negativa da UE tem efeito imediato. 

A ministra da Justiça, Karin Keller-Sutter, informou que cinco magnatas russos, ou ucranianos, “muito próximos de Vladimir Putin” e com vínculos muito importantes na Suíça estão proibidos de entrar no país. 

Suas identidades não foram divulgadas e essas pessoas não têm visto de residência na Suíça, mas contam com importantes vínculos econômicos, sobretudo, nas finanças e no negócio de matérias-primas.