Tempestade tropical se forma no Atlântico e segue para o Caribe

A atual temporada de furacões em andamento produziu, nesta quarta-feira (22), a tempestade tropical Gonzalo, que pode chegar ao mar do Caribe no fim de semana depois de se tornar o primeiro furacão no Atlântico do ano, alertaram meteorologistas americanos.
O sistema fica no meio do Oceano Atlântico, a quase 2.000 km das Ilhas Barlovento, ou Antilhas Menores, para onde se dirige soprando ventos máximos de 85 km/hora.

Mas haverá “um reforço adicional nos próximos dois dias e espera-se que Gonzalo se transforme em um furacão na quinta-feira”, escreveu em comunicado o Centro Nacional de Furacões (NHC), com sede em Miami.
Os modelos mostram o ciclone atingindo as Antilhas Menores e a costa leste da Venezuela neste sábado.
No entanto, por enquanto ainda é “um ciclone tropical pequeno”, acrescentou o NHC. Seus ventos se estendem a apenas 35 km de seu centro.
O canal The Weather Channel informou que seu tamanho pequeno é um desafio para prever sua intensidade. Essa mesma qualidade pode rapidamente torná-lo mais forte e fraco.
Gonzalo, a sétima tempestade tropical do ano, marca um recorde porque é a primeira vez desde 2005 que sete ciclones tropicais se formam em tão pouco tempo, segundo Philip Klotzbach, meteorologista da Universidade do Colorado.
O NHC estimou em maio que a temporada de furacões de 2020, que se estende de 1o de junho a 30 de novembro, seria mais ativa do que o normal no Atlântico, onde são esperados entre três e seis furacões de categoria 3 ou superior.

Foto: AFP