Twitter pode remover reivindicações de resultados eleitorais não verificados

O Twitter informou nesta quinta-feira (10) que pode remover postagens não verificadas alegando vitória eleitoral como parte de um esforço intensificado para proteger a democracia, menos de dois meses antes da votação presidencial dos Estados Unidos.
A empresa de mídia social disse que, de acordo com uma nova política em vigor a partir da próxima semana, “rotularemos ou removeremos informações falsas ou enganosas destinadas a minar a confiança do público em uma eleição ou outro processo cívico”.
A medida vai incluir “informações falsas ou enganosas que causam confusão sobre as leis e regulamentos de um processo cívico”, bem como “alegações contestadas que podem minar a credibilidade do próprio processo, por exemplo, informações não verificadas sobre fraude eleitoral, adulteração de votos, contagem de votos ou certificação de resultados eleitorais.”
A regra é imposta em meio a preocupações crescentes sobre quando serão verificados os resultados da eleição presidencial de 3 de novembro, diante de um grande volume esperado de cédulas e críticas a esse processo pelo presidente Donald Trump.
A nova política também proíbe “alegações enganosas sobre os resultados” ou interferência no processo eleitoral, como “declarar vitória antes que os resultados das eleições sejam certificados, incitando conduta ilegal para impedir uma transferência pacífica de poder e uma sucessão organizada”.
Alguns analistas sugeriram que Trump, que tem muitos seguidores nas redes sociais, pode rejeitar os resultados ou se recusar a deixar o cargo se perder.
A ação do Twitter responde à pressão que as empresas de mídia social enfrentam para administrar as postagens de Trump, que segundo seus críticos, podem prejudicar o processo de votação, incluindo o questionamento da validade das cédulas enviadas por correio.
Tanto o Twitter quanto o Facebook colocaram etiquetas nos comentários de Trump sobre a votação por correspondência.
A equipe de segurança do Twitter disse que espera adotar uma abordagem estrita às políticas atualizadas.
“Não permitiremos que nosso serviço seja explorado em processos cívicos, principalmente nas eleições”, disse a empresa.
“Qualquer tentativa de fazê-lo – tanto no exterior quanto no país – terá como resultado uma aplicação estrita de nossas regras, que são aplicadas igual e judiciosamente para todos.”

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