Vacina russa gera desconfiança de outros países

A Rússia foi o primeiro País a aprovar uma vacina contra o novo coronavírus (Covid-19). Nesta terça-feira (11), o presidente Vladimir Putin afirmou inclusive que uma de suas filhas foi inoculada.
Moscou afirmou que o produto, batizado de “Sputinik V” proporciona uma imunidade segura.
A vacina foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Gamaleya, em coordenação com o ministério da Defesa e outros organismos governamentais.
O Brasil é uma das nações interessadas e pode até mesmo produzir a vacina.

“Também fizemos parcerias para produzir a vacina em cinco países e temos agora capacidade de produção de 500 milhões de vacinas nos próximos 12 meses”, afirmou o diretor do Fundo de Investimento Direto da Rússia.

Mas os cientistas ocidentais expressaram grande preocupação com a velocidade do desenvolvimento da vacina e o temor de que os pesquisadores estejam sob pressão.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou que para sua aprovação de uma vacina ‘candidata’ contra a Covid-19 é necessária uma revisão rigorosa dos dados de segurança.
De acordo com o ministério da Saúde russo, a vacina em duas doses “permitirá uma imunidade longa”, que pode ser de dois anos.
A Sputinik V é a chamada vacina de vetor viral, o que significa que outro vírus é utilizado para transportar o DNA e alcançar a resposta imune necessária.

Foto: AFP