Votação da PEC dos Benefícios é adiada após pedido de vista

Câmara dos Deputados - Foto: Reprodução

A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Benefícios, foi adiada em comissão especial da Câmara dos Deputados, nas primeiras horas desta quarta-feira (06), após pedido de vista. O relator, deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), leu o relatório final, mas a sessão foi conturbada devido aos impasses entre os deputados.

Dado o pedido de vista, o texto só deve ser votado na comissão a partir de quinta-feira (7), pois é preciso contar duas reuniões para que uma PEC volte para deliberação do colegiado, de acordo com o Regimento Interno da Câmara dos Deputados.

O relator da PEC manteve o texto aprovado no Senado, que possui custo de R$ 41,25 bilhões fora do teto de gastos, a regra que limita o crescimento das despesas do governo à inflação do ano anterior.

O projeto aprovado no Senado prevê auxílio-gasolina a taxistas de R$ 200 mensais, uma bolsa-caminhoneiro de R$ 1 mil por mês, o aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, além da ampliação do vale-gás a famílias de baixa renda e recursos para subsidiar a gratuidade a idosos nos transportes públicos urbanos e metropolitanos.

Durante as discussões na comissão, os oposicionistas se disseram a favor dos benefícios sociais, mas chamaram a PEC de “eleitoreira” e “golpe baixo”.